Noble House EP (2007) e The Natural Order of Things EP (2009) - Trespassers William


Bem, minha primeira postagem. Então espero que seja boa... let's go!


Estava eu morgado como sempre nas minhas férias morgadas de sempre e eis que me deu uma idéia! Há! Vou baixar música! Todo mundo faz isso pra quebrar o ócio né não?! Pois é. Daí, que nessa , procurando bandas desconhecidas e sons novos que valessem a pena tropecei nesta banda que não é nada nova! Trespassers William, como me arrependo de não ter te ouvido antes... mas sem levar em conta os arrependimentos da vida vamos a história do grupo! Tudo começou no sul da Califórnia, quando Anna-Lynne Williams se juntou com seus amigos para fazer um som diferente. Algo que misturasse o medo, a angústia e o desespero das letras de Anna-L. junto com mesclas de guitarras e acordes sinestéticos ao som de uma tarde chuvosa, ou até mesmo do silêncio (isso mesmo, o som do silêncio). Poético, hein. Surge então o tag de Dream Pop à banda. É a definição perfeita. Um som vibrante, em determinados momentos silencioso, saudosista e reflexivo como um sonho. Enfim, Trespassers William é a banda perfeita para se escutar sozinho, naquele momento só seu. Em uma tarde de domingo, é melhor ainda!

Bem, vamos a discografia! Trespassers tem 3 álbuns completos e dois EPs, sendo o último, recentemente lançado. Ao longo de cada lançamento, eles foram progredindo e achando a sua identidade musical.

Para começar, temos os dois últimos EPs produzidos pelo grupo. O "Noble House" de 2007 e "The Natural Order of Things" de 2009, na minha opinião, obras-primas que mostram o amadurecimento do grupo.

Lista de faixas:
Noble House

  1. "More Past"
  2. "Right You Are"
  3. "Thousand"
  4. "Felt Leaves"
  5. "Piano Concert"
  6. "To Be The One"

The Natural Order of Things

  1. "Sparrow"
  2. "The Lids"
  3. "Red"
  4. "Catch Not Break"
  5. "I Could Go Back"

Nas faixas em destaque temos o violão choroso de Anna-L. e sua voz susurrando solidão, nas belíssimas canções "
Right You Are" e " Thousand". A instrumental "Piano Concert" te leva para um lugar de fúria com guitarras esparsas e o teclado de Matt Brown em sinestesia perfeita, e a chuva, elemento que caracteriza a tristeza, a saudade e a reflexão também está presente na faixa final de "Noble House". Em "The Natural Order..." vemos todos os elementos apresentados pela banda nesses seus quase 13 anos de existência juntos. É uma viagem total. Escute com atenção "Red"!


Links:
"Noble House" - mediafire
"The Natural Order of Things" - mediafire


Só para dar uma prévia, aqui vai a faixa "Right You Are":





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Narrow Stairs (2008) – Death Cab For Cutie

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Lá estava eu, sem nada pra fazer, cansado, entre outras coisas, de u2 e Franz Ferdinand. Daí eu falei pra mim mesmo, “eu preciso de alguma coisa nova pra ouvir”. Mudei pra MTV, e eis que lá estava um clipezinho muito doido dessa banda (alguem já viu algum dos clipes deles?). Ouvi a música, e depois mais uma, e depois outra... Percebi que eles eram bons. É, eu tava certo.

Fui atras de um cd deles… O som deles era exatamente o que eu tava procurando. Diferente de essas coisas que a gente acha em qualquer boteco. Sem esses refrões grudentos ou melodia fraca. É o tipo de música que se curte, se digere, de tão bem feita que é. E os creditos disso, dizem os especialistas, vai a Ben Gibbard, um geniozinho estadunidense que de um projeto solo tirou essa maravilha aí. Saca só:

Death Cab for Cutie é uma banda estado-unidense de indie rock que começou como um projeto-solo de Ben Gibbard. Como Death Cab For Cutie, ele lançou um cassete, chamadoYou Can Play These Songs with Chords, produzido pelo próprio. Formalmente, durante esse tempo, a banda era apenas Gibbard, mas Chris Walla (que entrou na produção de todos os álbums posteriores) e Nicholas Harmer (que havia tocado com Ben em uma banda chamadaShed, posteriormente conhecida como Eureka farm) também tocaram no lançamento.

Gibbard resolveu expandir o projeto para uma banda completa, em que Walla e Harmer se tornaram membros formais. Recrutou também Natham Good para tocar bateria, e com essa formação lançaram o LP Something About Airplanes no verão de 1998.

Wikipedia galera, é uma beleza. E emfim, o cara é f…

Mas não dá pra tirar o crédito dos outros caras. Prestem atenção especial na bateria e guitarra, que são excelentes também. Destaco desde já a música “Grapevine Fires” com a batida de Michael Schorr ao fundo que unida a guitarra e teclado fica divina. Até agora, uma das melhores músicas que já ouvi deles.

Narrow Stairs foi o primeiro que eu achei. É um dos mais recentes e, pra mim, um dos melhores. Ao lado de “Transalaticism” é perfeito para uma primeira impressão da banda. Tenho certeza que irão curtir.

Lista de Faixas:

  1. "Bixby Canyon Bridge"
  2. "I Will Possess Your Heart"
  3. "No Sunlight"
  4. "Cath…"
  5. "Talking Bird"
  6. "You Can Do Better Than Me"
  7. "Grapevine Fires"
  8. "Your New Twin Sized Bed"
  9. "Long Division"
  10. "Pity and Fear"
  11. "The Ice Is Getting Thinner"

Destaque especial para todas essas em negrito. Percebam também que em algumas músicas o final coincide com o inicio da próxima. Isso acontece entre as faixas 6 e 7, muito legal o efeito final.

Perfeito pra quem quer alguma coisa nova pra ouvir. Aí vai uma previazinha pra aquecer:

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How To Dismantle An Atomic Bomb (2004) - U2




"Esse foi um disco pessoal. E pode justamente ser o nosso melhor." - Bono Vox


Numa tradução livre, peguei o que Bono fala do disco no site oficial da banda (link aqui). Mas tenho que discordar: esse disco não é, nem de longe, o melhor de U2.


Tudo bem, o disco tem ótimas músicas (como todo cd do U2) e vários prêmios (como todo cd do U2) e também adiciona algo novo ao som da banda (como todo cd do U2). E como todo cd do U2, é excelente =)


Uma música merece destaque: "City Of Blinding Lights".É um daqueles sons especiais que provam que U2 é sim uma banda global. A entrada no teclado, a guitarra de Edge, a letra ao mesmo tempo superficial e profunda, tudo isso a torna uma das melhores musicas que esses irlandeses já fizeram. O álbum inteiro vale por essa musica.


Lista de faixas:
1 - Vertigo
2 - Miracle Drug
3 - Sometimes You Can't Make It On Your Own
4 - Love And Peace Or Else
5 - City Of Blinding Lights
6 - All Because Of  You
7 - A Man And A Woman
8 - Crumbs From Your Table
9 - One Step Closer
10 - Original Of The Species
11 - Yahweh


Destaque para: "Miracle Drug", "Crumbs From Your Table", "Yahweh", e é claro, "City Of Blinding Lights". Nao vou nem falar de "Vertigo" (digamos que ela seja tão boa quanto "Elevation". =).


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All That You Can't Leave Behind (2001) - U2






"Música pop geralmente diz pra você que está tudo ok, enquanto o rock te diz que não está tão ok assim, mas que voce pode mudar isso. Existe um desafio no rock que te dá uma razão pra levantar da cama de manhã. A maioria das musicas pop não te fazem querer sair da cama, me desculpem por dizer isso. Elas te põem pra dormir." Bono Vox

E assim o sábio "Boa Voz" joga fora os oito anos que a banda gastou preocupada com o pop. Depois de "Zooropa" e "Pop", a banda irlandesa se revolta e, novamente, tenta fazer algo diferente. E é incrível ver que sempre que eles tentam fazer isso, dá certo. Foi assim com "The Joshua Tree", "Achtung Baby" e mais recentemente (na minha opinião) com "No Line On The Horizon". São todos albums ótimos. Com "All That..." nao poderia ser diferente.

Tudo bem , verdade seja dita, eles não retornam a seu rock mais puro. Voce nao vai ver uma continuaçao de "War" ou nada parecido com  "Achtung Baby". É, digamos assim, algo mais leve. Mas, como o proprio Bono disse, o que muda é a postura das musicas. "All That..." adiciona o toque de realidade que faltava nos CD's anteriores, mesmo com musicas como "Beautiful Day", "Kite" ou "Walk On". (Ainda assim, é rock =)

Lista de Faixas:
1 - Beatiful Day
2 - Stuck In A Moment You Can't Get Out Of
3 - Elevation
4 - Walk On
5 - Kite
6 - In A Little While
7 - Wild Honey
8 - Peace On Earth
9 - When I Look At The World
10 - New York
11 - Grace

Destaques: Olha só, tem músicas aí que valeriam um cd só pra elas. É o caso de "Walk On", "Stuck In...", "Wild Honey", "In A Little While" e "Grace". É um cd excelente, um dos melhores que a banda já conseguiu fazer, daqueles que voce consegue ficar escutando sem pular nenhuma música (exceto "Elevation", mágoa pessoal) por horas e horas.

Também é fundamental pra quem quer conhecer U2 de verdade.

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PS: Ainda dá pra falar um bocado desse album, então se alguem estiver lendo isso saiba que eu não falei tudo e que eu ainda posso voltar a postar sobre ele daqui a algum tempo. Enquanto isso vai escutando aí =)

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The Queen is Dead (1986) - The Smiths



A vida é muito longa quando se está sozinho. E poucas pessoas entendiam isso como Morrissey, Johnny Marr, Andy Rourke e Mike Joyce. The Queen Is Dead é a prova disso.

Uma explosão de melancolia e, paradoxalmente, esperança, é o que marca o album, considerado um dos melhores de todos os tempos pela crítica. Maduro, marcante e inteligentíssimo, The Queen is Dead, visto como o auge da banda, é daqueles cds que mudam sua vida. Sem exageros.

Cheio de ironias e sentimento, The Queen is Dead é para ser ouvido e sentido várias e várias vezes. Essencial não só pra qualquer um que goste de rock, mas para qualquer um que goste de música.

Faixas

1 "The Queen Is Dead" – 6:24
2 "Frankly, Mr. Shankly" – 2:17
3 "I Know It's Over" – 5:48
4 "Never Had No One Ever" – 3:36
5 "Cemetry Gates" – 2:39
6 "Bigmouth Strikes Again" – 3:12
7 "The Boy with the Thorn in His Side" – 3:15
8 "Vicar in a Tutu" – 2:21
9 "There Is a Light That Never Goes Out" – 4:02
10 "Some Girls Are Bigger Than Others" – 3:14


A minha vontade sincera era de colocar todas em negrito, mas deixei pra marcar as de maior sucesso e/ou repercussão.

I Know It's Over: Considerada por muita gente como a música mais triste da história. Melancólica e mórbida, a faixa fala de desilusão de um modo profundo e desesperado: "Love is Natural and Real / But not for such as you and I, my love".

Cemetry Gates: Não, não é um cover da música do Pantera! Nessa faixa, uma das mais alegres dos Smiths, Morrissey fala de um passeio por um cemitério de uma maneira animada e empolgante. É legal ver a admiração do líder dos Smiths pelo escritor Oscar Wilde nos versos: "Keats and Yeats are on your side / But you lose / 'Cause Wilde is on mine ".

The Boy With the Thorn in His Side: Uma das faixas mais famosas dos Smiths, também é vista como uma das músicas mais complicadas de se traduzir. Todas as traduções feitas até agora ("O Garoto com Uma Pedra no Sapato", "O Garoto com o Espinho Encrustado") não satisfazem a real idéia expressa por Morrissey. De qualquer maneira, essa é uma das músicas mais tocantes já feitas, exprimindo o desespero e confusão típicos da adolescência, fazendo com que qualquer um se indetifique com essa música de alguma modo... e o final, que final! "And when you want to Live / How do you start? / Where do you go? / Who do you need to know? " Perfeito!

There Is A Light that Never Goes Out: Sabe, faltam palavras pra falar sobre There Is a Light That Never Goes Out. Só dá pra dizer que é, incontestavelmente, uma das músicas mais bonitas já feitas sobre o amor (e a minha preferida sobre o "assunto") e, se você quiser saber se realmente está apaixonado, é só conferir se existe alguma identificação com a música. Fica difícil escolher algum verso dentro de toda a letra (eu realmente aconselho a ver ela toda), mas não dá pra omitir os que mais se destacam e ficam na cabeça " And if a double-decker bus / Crashes into us / To die by your side / Such a heavenly way to die / And if a ten-ton truck / Kills the both of us / To die by your side / Well, the pleasure and the privilege is mine "


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É isso. Escutem que suas vidas mudarão!

Por enquanto, vou deixando uma versão impecável do Neil Finn com o Johnny Marr de "There is a Light That Never Goes Out":

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Achtung Baby (1991) - U2


Dando início a uma fase totalmente nova da banda, "Achtung Baby" abre os anos 90 com algo, assim dira, novo. Músicas como "Acrobat" e "Zoo Station" tem uma leve puxada para o metal e com a clássica "The Fly" a banda volta a permear a crítica rebelde em suas músicas. Depois de "Rattle and Hum" e "The Joshua Tree" a banda renascia.

Não há muito mais do que falar. É o tipico album que nasceu na melhor fase de uma banda. Melhor que "Zooropa" (que era quase uma continuaçao de "Achtung") e dez vezes melhor que "Pop",os outros albuns lançados na década de 90. Novamente, dá pra citar premios e mais premios: Melhor album do ano segundo a Rolling Stone e um Grammy em 1993, além de tambem ter entrado na lista "1001 Discos Para Voce Ouvir Antes de Morrer". Vale a pena citar também a turnê que se derivou desse show: a "ZooTV", que ainda hoje é considerada referencia. Dê uma passadinha no Youtube pra ver, é magnífico.

Ah, ja ia esquecendo: "Achtung Baby é o som de quatro homens a derrubar o 'Joshua Tree' a machadada.", disse Bono Vox. Aproveitem.

Lista de faixas:
1 - Zoo Station
2 - Even Better Than The Real Thing
3 - One
4 - Until The End Of The World
5 - Who's Gonna Ride Your Wild Horses
6 - So Cruel
7 - The Fly
8 - Mysterious Ways
9 - Tryin' To Throw Your Arms Around The World
10 - Ultraviolet (Light My Way)
11 - Acrobat
12 - Love Is Blindness

Destaques: desculpem-me todos os outros milhoes de fãs fiéis ou nao, mas nao vou falar da queridinha de todos, "One". Esse album é mais que uma só musica. Vibrem com o ritmo de "Zoo Station", pirem com "Until The End Of The World", voem com "Ultraviolet" e, especialmente, sintam raiva com a guitarra de Edge em "The Fly". Aí sim, voces teram ouvido algo do que uma das maiores bandas do mundo fez de melhor.

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The Joshua Tree (1987) - U2


Tudo bem, eu vou tentar. Mas admito, não tenho como falar desse cd... Sou bastante suspeito (como fã do u2) mas aí vai:

Indubitavelmente, esse é o melhor álbum da banda irlandesa. Não só pelos hits ainda hoje tão conhecidos, mas principalmente pela sonoridade de musicas como "Onde Tree Hill" ou "In God's Country". Esse é talvez um dos cds mais diferentes da banda, já que ela entrou em outra fase (digamos assim, mais pop) nos anos 90 e porque não é igual a seus anteriores "The Unforgettable Fire" e "War". É um cd único.

Seus premios só confirmam isso. Foi capa da "Times" na época, equiparando-se a pouquíssimas outras bandas (como os Beattles e The Who) que conseguiram o feito. Chegou na lista americana em sétimo lugar e em apenas tres semanas alcançou o primeiro lugar. Na Suíça permaneceu 33 semanas na mesma posição. Receberam inúmeros Grammys, entre eles o de melhor album do ano (desbancando até Michael Jackson). Além disso, é apontado por muitos um dos melhores albuns da historia da musica, tendo entrado na lista "1001 CDs Para Ouvir Antes de Morrer".

Emfim, voces entenderam. Baixem, não há do que se arrepender.
Lista de Faixas :
1 - Where The Streets Have No Name
2 - I Still Haven't Found What I'm Looking For
3 - With Or Without You
4 - Bullet The Blue Sky
5 - Running To Stand Still
6 - Red Hill Mining Town
7 - In God's Country
8 - Trip Through Your Wires
9 - One Tree Hill
10 - Exit
11 - Mothers of the Disappeared


Destaques para: tudo bem, mesmo com tantos hits nessa lista tenho que ser justo. O CD vale a pena pelas músicas que a maioria das pessoas nunca nem ouviu. Isso inclui "Running To Stand Still", "Red Hill Mining Town", "In God's Country" e a impecável "One Tree Hill" (pra mim, uma das melhores músicas da banda)

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Meat Is Murder (1985) - The Smiths



Bom, seguindo por ordem cronológica, a gente chega no segundo cd dos Smiths: Meat is Murder. Lançado em 1985 produzido pelos próprios membros da banda por causa do fracasso do primeiro (como eu disse, o primeiro album foi bem subestimado), pode ser considerado como o album que deu o primeiro arranque na carreira da banda, mesmo sendo muito pequeno se comparado com seu próximo cd, The Queen is Dead, esse sim levando os Smiths a ser uma das maiores (ou a maior, quem sabe) banda da Inglaterra.

Mas, bem, o que tem de especial no Meat is Murder? O principal ponto que se percebe ao escutar é a variação de gêneros dentro do mesmo cd, algo incomum dentro da carreira dos Smiths. Parece-me que depois do fracasso de um cd introspectivo como o primeiro, eles decidiram fazer um album mais abrangente e eclético, o que, como disse no começo, deu bem certo.

Outro ponto a ser destacado é o engajamento político do album após um primeiro cd mais focado em fobias sociais. A faixa-título é um verdadeiro grito de indignação dos Smiths contra o maltrato de animais em açougues. Morrissey, vegetariano radical (acreditem, não dá pra dar outro nome), voltou ao tema em diversas momentos de sua carreira, mas a faixa (e o album) Meat is Murder não é só a mais importante música dos Smiths em favor do veganismo, mas também a música mais marcante já feita sobre o tema.

Faixas:

1 The Headmaster Ritual 4:52
2 Rusholme Ruffians 4:20
3 I Want The One I Can't Have 3:14
4 What She Said 2:42
5 That Joke Isn't Funny Anymore 4:59
6 How Soon Is Now? 6:46
7 Nowhere Fast 2:37
8 Well I Wonder 4:00
9 Barbarism Begins At Home 6:57
10 Meat Is Murder 6:06



Atenção nas faixas em negrito, principalmente em How Soon is Now?, minha faixa preferida da tracklist e outra daquelas que fica na cabeça por um bom tempo. Infelizmente, a real melhor música do album, William, It Was Really Nothing, foi retirada do album antes do mesmo ser lançado, mas recomendo a todo mundo ir atrás.

Ah, sim: o album foi eleito o 295° melhor album já feito pela Rolling Stone e está entre os "1001 Albums You Must Hear Before You Die". Ou seja, escutem! :)


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War (1983) - U2


"Mais do que qualquer outra gravação, 'War' foi feito para seu tempo. É um tapa na cara do pop (...). Todo mundo está ficando mais e mais orientado por estilos, mais e mais bajulante. John Lennon estava certo sobre esse tipo de música; ele a chamou de 'música de papel de parede'. Muito bonita, muito bem feita, música para comer no café da manhã. Música pode ser mais. Suas possibilidades sao enormes. A música me transformou. Ela tem a habilidade de mudar uma geração. Olhem para o que aconteceu no Vietnã. A música mudou a atitude de uma geração voltada para guerra." Bono Vox, 1983


É impossivel falar sobre u2 sem falar sobre "War". Um classico de revolta, foi resultado da manifestação da banda diante das perseguiçoes religiosas que aconteciam na Irlanda. E uma manifestação singular, eu diria.


Com o som cru de uma u2 iniciante, traz sucessos como "Sunday Bloody Sunday" e "New Year's Day". Foi um marco na trajetória da banda, o cd responsável por iniciar sua projeção internacional. "War" ficou em primeiro lugar nas paradas inglesas e ocupou o décimo segundo na lista americana.


Fundamental para quem quer conhecer u2 de verdade.



Lista de Faixas:

1 - Sunday Bloody Sunday
2 - Seconds
3 - New Year's Day
4 - Like A Song
5 - Drowning Man
6 - The Refuge
7 - Two Hearts Beat As One
8 - Red Light
9 - Surrender
10 - 40


Destaques para as músicas: "40", "Two Hearts Beat As One" e "New Year's Day"

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The Smiths (1984) - The Smiths



"A extinta banda britânica The Smiths, liderada pelo bardo Morrissey, é um dos três maiores grupos de música pop dos últimos cem anos, quaisquer que sejam os outros dois (...)" foi o que disse Lúcio Ribeiro, provavelmente o maior queridinho do jornalismo indie brasileiro e, posso garantir, não é nenhum absurdo.

O fato é: os Smiths não são somente a banda mais importante surgida nos últimos 30 anos (Nirvana é o c@%$lho), como também a que uniu sobre si uma das legiões de fãs mais devotados dentro da música pop. Não se precisa ir longe para saber o porquê, Morrissey não foi pioneiro na questão de fazer música para perdores (Sinatra, esse sim visionário, fez um cd sobre solidão ainda em 1955) , mas foi, inquestionavelmente, quem o fez com maior competência.

O (subestimado) album The Smiths, de 1984, é uma prova clara disso. Poucos cds foram tão abrangentes ao falar de frustração, abandono, tristeza... Alguns aqui podem achar que o caminho mais lógico para se começar a falar dos Smiths seria com o antológico The Queen is Dead, de 86, mas seria uma injustiça não começar pelo primeiro cd dos "Silva" que exala de fato a real essência da banda.

Existe um argumento senso comum contra esse álbum por considerá-lo triste em demasia. Aliás, tal argumento se extende à toda a carreira dos Smiths, mesmo que injustamente. Injustamente não por suas músicas não serem melancólicas, mas por considerar isso um defeito, algo que não entendo bem. Poucas bandas consiguiram ter uma comunicação tão grande e direta com seu público como os Smiths, examente por falarem tão bem de sentimentos universais como a solidão e a tristeza, não consigo ver como isso possa ser um defeito. The Smiths é uma daquelas bandas que salvam sua vida, eu mesmo perdi a conta das vezes onde meus únicos companheiros madrugada adentro eram a voz carregada de Steven Patrick Morrissey e os riffs de guitarra inconfundíveis de Johnny Marr. Afinal, é exatamente disso que a banda fala: estar sozinho nas primeiras horas da madrugada. Olha só, não é que eu voltei pro Sinatra? :)

Faixas:

1 Reel Around the Fountain 5:56
2 You've Got Everything Now 3:59
3 Miserable Lie 4:27
4 Pretty Girls Make Graves 3:43
5 The Hand That Rocks the Cradle 4:38
6 This Charming Man 2:43
7 Still Ill 3:20
8 Hand in Glove 3:23
9 What Difference Does It Make? 3:49
10 I Don't Owe You Anything 4:04
11 Suffer Little Children 5:27

Sobre as Faixas em negrito:

Reel Around the Fountain: É preciso respeitar um cd que inicia com uma faixa que nem Reel Around the Fountain. Sério, Morrissey dialoga com a gente nessa música, é impossível se manter impassível diante dela. "It's time the tale were told /Of how you took a child / and you made him old " , perfeito. E ainda: "But "take me to the haven of your bed" / Was something that you never said", que transmite a real idéia da música: uma ode aos amores irrealizados.

This Charming Man: Aquela música que te conquista nos primeiros cinco segundos e fica na sua cabeça por uma semana. O riff de guitarra do Jonhny Marr é inesquecível, nem dá pra falar muito. Se você não escutou, precisa fazê-lo o quanto antes.

Hand in Glove: Uma das mais bonitas músicas sobre amor, separação e tudo mais. A minha faixa preferida do cd e talvez minha música preferida dos Smiths. "No, it's not like any other love / this one is different - because it's us" , Morrissey fala por mim, por nós. Ah, escutem também a versão do Death Cab for a Cutie, quem curtir.

What Difference does It Make?: Morrissey diz não gostar dessa música, mas os fãs gostam - e muito! "Heavy words are so lightly thrown / But still I'd leap in front of a flying bullet for you" , desnecessário falar... Todo mundo (ou todo mundo que escuta Smiths, pelo menos) já foi chutado por alguém que continuava gostando. E o final é que fica na cabeça: " But no more apologies / No more apologies ".


Curiosidades

* Esse album é considerado, pela revista Got, como o segundo o segundo album mais gay da história (quem viu a capa já tem uma idéia do motivo).

* Também é considerado como o 489° melhor album de todos os tempos, pela Rolling Stone.


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Bom, é isso. Escutem The Smiths porque, quem sabe, pode ser a banda que vai salvar sua vida, assim como salvou a minha. :)

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